Conjunto plural e denso, os capítulos aqui reunidos dão testemunho de que o estágio supervisionado transcende o cumprimento de um requisito curricular. Ele se configura como território de disputas, aprendizagens e invenções, em que se materializam os embates da profissão com as expressões da questão social e com os limites impostos pelas políticas neoliberais. Este livro, ao registrar tais experiências, contribui não apenas para a memória institucional do curso, mas sobretudo para a formação de novas gerações de assistentes sociais comprometidos com a emancipação humana e a defesa intransigente dos direitos sociais. Concluímos evocando as palavras de Cora Coralina, que nos inspira na travessia cotidiana de nossa formação e profissão: “Tem mais chão nos meus olhos do que o cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça.” Que este livro seja expressão de esperança, resistência e compromisso com a formação de assistentes sociais comprometidos com a emancipação humana.
Estágio em serviço social e experiências formativas: pesquisa e intervenção social
R$59,00
A coletânea reúne produções que sistematizam experiências de investigação e intervenção construídas no âmbito do Estágio Supervisionado em Serviço Social. O registro e a divulgação dessas práticas reafirmam o compromisso com uma formação profissional crítica, reflexiva e socialmente referenciada, ao mesmo tempo em que fortalecem a memória e a historicidade do curso e de sua inserção no território. Ao articular análises teóricas e práticas em torno da indissociabilidade entre estágio, supervisão e projeto ético-político profissional, as experiências investigativas e interventivas de natureza experimental, expressam o processo educativo de estudantes inseridos em diferentes campos de estágio. Por isso mesmo, o livro expressa um fazer em movimento: sistematizações que emergem do cotidiano institucional, do diálogo entre supervisão acadêmica e de campo, e das condições concretas de realização do estágio. Há, portanto, potência e limites: potência de revelar aprendizados, metodologias, achados e caminhos de intervenção; limites inerentes ao tempo formativo, às condições materiais dos serviços e às fronteiras do próprio estágio. O que se apresenta, assim, é um registro honesto e comprometido de um percurso formativo crítico, que pretende mais abrir trilhas do que encerrar respostas, convidando à leitura como continuidade de um processo coletivo de construção do conhecimento e da prática profissional.


