Quem foi que falou em igualdade?

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Em grande parte da história brasileira, particularmente no final do século XIX e início do século XX, as religiões tradicionais de matriz africana foram vilipendiadas e demonizadas. Sob o código penal de 1890, os devotos eram processados como uma ameaça à saúde pública e à moralidade. Tais esforços para suprimir ou erradicar essas religiões da diáspora africana foram (e permanecem) comuns nas Américas pós-emancipação, até que países como o Brasil perceberam o benefício econômico de abraçar sua herança africana e comercializá-la para turistas. Neste livro, Rosiane Rodrigues explora as muitas maneiras de entender a discriminação contínua contra religiões da diáspora africana em meio à dinâmica racial em mudança no século XXI. À medida que mais pessoas não negras se tornam devotas de religiões afro-brasileiras e mais pessoas negras se tornam evangélicas, ainda podemos entender a discriminação contra religiões afro-brasileiras como um tipo de racismo? Os esforços para combater a intolerância contra religiões afro-brasileiras estão inextricavelmente interligados com a luta contra o racismo antinegro? As organizações fundadas para defender os direitos dos negros devem desempenhar um papel central no combate à discriminação contra religiões afro-brasileiras? Como historiadora da diáspora africana e advogada que luta pelos direitos dos afrodescendentes, fiquei animada para ler este livro maravilhoso. Neste texto, a autora questiona a relação entre raça, racismo e religiões de origem africana no Brasil no século XXI, mapeando as “controvérsias acerca dos usos e significações da categoria intolerância religiosa no âmbito do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos do Negro (Comdedine-Rio), órgão estabelecido em 1988.”