“Nossos filhos têm mães!”: a violência de Estado na Baixada Fluminense

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“Nossos mortos têm voz; nossos filhos têm voz; nossos filhos têm mães!” é um grito proferido pelas mães e familiares de vítimas de violência estatal nos atos e protestos. Levando cartazes com o rosto dos filhos, vestindo blusas com suas fotos e lutando contra o Estado, responsável por retirar a vida de uma pessoa amada, as mulheres são as protagonistas nessa luta. O título desse livro se explica na medida em que converso com as mães: Elisabete, Ilsimar, Luciene, Maria, Nivia e Rozinete, e a irmã, Silvania. São mulheres que mesmo marcadas pela dor e o sofrimento de perder alguém cedo demais, protagonizam resistências. Este livro, fruto da minha dissertação, busca analisar as agências dessas familiares, a memória, a luta, a maternidade, o parentesco e a violência estatal na Baixada Fluminense.