O ambiente digital no futuro do mercado editorial

Em meio às restrições, autores continuam produzindo e dando vida às suas obras

A última década tem sido turbulenta para livrarias, editoras, escritores e agentes literários no Brasil. Por isso, algumas livrarias e editoras têm recorrido a métodos alternativos nos negócios para recuperação de suas vendas.

A tecnologia vem estimulando tendências que estão moldando os negócios e a indústria literária em todo o mundo.

Com leitores ainda receosos de visitar pessoalmente as livrarias e eventos literários presenciais sem data para voltar, autores e editoras estão apostando em novas estratégias de marketing para chegar ao público.

Novas tendências

  • O fim das megastores é uma realidade em grandes capitais mundiais e já começa a dar as caras por aqui. O custo de manter espaços grandes, elevado número de funcionários e estoque tem um custo de operação muito alto em comparação às lojas digitais. Além disso, o consumidor tem mostrado uma preferência aos negócios de bairro, às pequenas livrarias, justamente por estarem mais perto de casa e receberem um atendimento mais personalizado.
  • Os audiobooks representam apenas 1% das vendas de livros no Brasil. Mas isso tende a mudar com a chegada de players de livros audíveis: Audible, da Amazon, e a Apple Store. Os audiobooks também ganham mais força com o crescente acesso aos smartphones e internet 4G.
  • Os clubes de assinatura começaram a surgir e se expandiram rapidamente. A prática já existe desde a década de 70, mas tem ganhado força entre leitores. Além da conveniência de receber os livros casa, os clubes têm a vantagem das curadorias.
  • Outra coisa que mudou com a pandemia foram as tradicionais sessões de autógrafos de livros e feiras e eventos literários. Essas atividades foram totalmente substituídas por bate-papos online e lives de autores, mesma tendência seguida pelos músicos.

Leitura digital e educação à distância

A Educação à Distância vem se expandindo e se fortalecendo cada vez mais, sendo uma importante ferramenta de democratização do ensino. Através dessa modalidade, é possível que estudantes, das mais diversas localidades, tenham acesso a cursos variados. 

O EAD acontece mediado pela tecnologia. As ferramentas envolvidas possibilitam a interação entre professores e alunos, dando suporte ao processo de ensino. O livro digital torna-se uma importante ferramenta na modalidade a distância, principalmente pelos recursos hipermidiáticos. 

Os e-books tornam-se, portanto, um recurso atrativo, atualizado e didático para auxiliar a construção de conhecimentos nas mais diversas áreas. 

Conclusão 

Em março, quando o coronavírus começou a se espalhar pelo país, as editoras se retraíram, segurando os lançamentos e privilegiando os seus catálogos. Mas após uma queda no valor de vendas em abril, o mercado editorial mostrou uma recuperação surpreendente. 

O crescimento das vendas online e a boa recepção do público para eventos virtuais foram suficientes para convencer as editoras a retomarem os lançamentos durante a pandemia. 

Não há dúvidas: a pandemia vai consagrar a venda online. E a mudança nos hábitos de consumo pode ter vindo para ficar.

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