Precisamos falar sobre RACISMO

É necessário falar sobre racismo todos os dias. O preconceito não tira folga, não tem dia, não tem hora e não tem lugar. O debate não pode ser esquecido.

O que os jovens brasileiros, João Pedro, Ágatha, Kauê e Kauan têm em comum com o americano George Floyd? Todas são vidas negras exterminadas pela mira do RACISMO. O contexto geralmente é o mesmo: violência, opressão e descaso com a vida de pessoas pretas.

E foi assim que nos EUA, mais uma vez, o corpo negro foi brutalmente assassinado pela violência policial. No dia 25 de junho de 2020, George Floyd foi asfixiado por um policial branco na cidade de Minneapolis, enquanto repetia diversas vezes a frase “Eu não consigo respirar”.

Aqui no Brasil a história não é muito diferente. A população preta morre todos os dias, mas ainda tem quem fique indiferente. O país tem raízes fortíssimas no racismo, fruto de anos da escravidão que custou a findar. Nem mesmo com a abolição, entre outras transformações sociais nas décadas seguintes, os danos foram erradicados.

Ainda vemos a objetificação ou animalização do indivíduo negro, o menosprezo, a hostilização e tantas outras formas de opressão. Os veículos midiáticos e o Estado também corroboram para que essa situação seja cada vez mais normalizada, enquanto o sangue da população negra é derramado sem nenhum pudor.

Somos a 2° maior população preta do mundo, atrás apenas da Nigéria. No entanto, somos minorias no acesso à saúde, educação e oportunidades no país. A população preta tem sua cidadania cerceada a todo instante, e mesmo que formem uma massa populacional, a falta de debate, educação e o não reconhecimento do racismo estrutural leva fatos como estes ao lugar comum: assassinatos em massa.

Hoje a gente quer endossar o debate sobre o racismo. Não podemos deixar cair no esquecimento. Todo dia é dia de ouvir uma pessoa preta, de dar voz a autores, artistas e tantos outros profissionais pretos. 

Por isso convidamos você a assistir o debate que a Editora Telha realizou em 13 de maio de 2020, junto ao professor Richard Santos (UFSB), autor de “Maioria Minorizada: um dispositivo analítico de racialidade”, a psicóloga Roberta Federico, autora de “Psicologia, raça e racismo: uma reflexão sobre a produção intelectual brasileira” e mediado pelo nosso editor e antropólogo Nathanael Araújo, intitulado “13 de Maio: Abolição? O papel dos intelectuais negros e negras na construção da emancipação”. Este bate-papo está disponível no YouTube:

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