O ensino de filosofia e os alunos e alunas trans

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Com a unificação das escolas, meninos e meninas passaram a estudar juntos, e novos corpos historicamente invisibilizados ocuparam a sala de aula. No entanto, esse movimento não foi acompanhado do devido acolhimento e reconhecimento. O corpo feminino, assim como os corpos trans, é constantemente julgado e alvo de discriminação por parte de diversos membros da comunidade escolar, o que resulta em violências físicas e psicológicas, comprometendo a vivência escolar desses sujeitos e gerando perdas significativas no processo educativo. Em muitas escolas, o aluno e a aluna trans não conseguem ser ouvidos (das) e nem atendidos (das) nas suas necessidades como estudantes, pois a dignidade de seus corpos não é reconhecida. Pensar em uma escola que os corpos trans existam é pensar em uma escola que vá contra a lógica binária que exclui corpos.