A obra “O ensino de filosofia e os alunos e alunas trans”, de Marcos Borba, propõe uma reflexão instigante sobre como a filosofia (e o professor, sobretudo o de filosofia) pode ser inclusiva, tanto dentro quanto fora do ambiente escolar. Com uma escrita concisa, direta e profundamente reflexiva, Borba aborda temas como gênero, sexualidade, transexualidade e educação, revelando como essas dimensões se entrelaçam no cotidiano escolar. Inspirando-se em Paul Preciado, a obra convida o leitor a questionar os papéis de gênero normativos, os limites impostos pelo espaço escolar e os padrões hegemônicos que sustentam o binarismo de gênero e a transfobia. Mais do que um livro destinado a educadores, esta é uma contribuição valiosa para todos que desejam repensar a escola (e a sociedade) como um espaço de liberdade, escuta e reinvenção. Descubra, por meio destas páginas, como O ensino de filosofia e os alunos e alunas trans pode inspirar e enriquecer não apenas a prática docente, mas também a forma como nos relacionamos com o mundo e com as existências trans. Lucas Bonifácio de Brito.
O ensino de filosofia e os alunos e alunas trans
R$52,00
Com a unificação das escolas, meninos e meninas passaram a estudar juntos, e novos corpos historicamente invisibilizados ocuparam a sala de aula. No entanto, esse movimento não foi acompanhado do devido acolhimento e reconhecimento. O corpo feminino, assim como os corpos trans, é constantemente julgado e alvo de discriminação por parte de diversos membros da comunidade escolar, o que resulta em violências físicas e psicológicas, comprometendo a vivência escolar desses sujeitos e gerando perdas significativas no processo educativo. Em muitas escolas, o aluno e a aluna trans não conseguem ser ouvidos (das) e nem atendidos (das) nas suas necessidades como estudantes, pois a dignidade de seus corpos não é reconhecida. Pensar em uma escola que os corpos trans existam é pensar em uma escola que vá contra a lógica binária que exclui corpos.


