Em “Tarde Cinza Turva”, o leitor ganha a certeza de que nunca haverá fim para as tardes de plena luz que nos aquece. O dia se desfaz em véus acinzentados até que a noite se impõe. É um convite à reflexão sobre o fim daquilo que conquistamos e sobre a fugacidade do tempo, pois sabemos que ele é escasso e logo começamos a perdê-lo. Entre poemas, brejeirices, contos e pensamentos, surgem temas que não inventamos, mas que nos habitam — inquietações, memórias e desalentos. Verifica-se, em Amor bandido, Abu Ghraib em telefonema a Guantânamo e Azul 40 graus, que o autor tenta revelar o que acontece na viagem da vida, em que os sonhos de grandeza se desfazem diante das pequenas e teimosas quinquilharias que carregamos, sem destino nem efeito. Mais do que uma obra literária, Tarde Cinza Turva é um texto de múltiplas leituras. Filosofia, arte, história e cultura se entrelaçam em uma simbiose delicada entre aurora e crepúsculo, criação e destruição. A espirituosidade fica por conta de Galinda Vestruz, em seu gracioso e oportuno retorno ao Elbez, em Resposta Irônica de Galinda Pena em crônica expandida na interneti. Por fim, esta obra não se trata de uma visão apocalíptica, mas de um olhar crítico e sensível sobre símbolos que nos envenenam — como em Chuva sem cogumelo e Pai nosso de um agnóstico — e que perturbam nossos ânimos, nossos sonhos e nossa vida bucólica. É um livro para quem deseja mergulhar nas sombras do cotidiano e encontrar, nelas, a beleza de sonhar com lucidez, pensar e refletir.
Tarde cinza turva: a melancolia da vida está nas tardes gris
R$51,90
Entre o crepúsculo da alma e os espelhos da memória, Tarde cinza turva revela a condição humana em sua plenitude e fragilidade. São textos que atravessam o tempo, a velhice e a morte; que expõem cicatrizes íntimas e identidades em conflito; que evocam amores, ausências e desejos; e que questionam crenças, filosofias e estruturas sociais. Obra híbrida, feita de poesia, crônica e reflexão, este livro convida o leitor a caminhar por territórios de sombra e luz, em que cada página é um espelho turvo da existência e cada palavra, uma cicatriz que insiste em permanecer.


