O negacionismo tomou conta do país: “É apenas juma gripezinha”, “Não podemos paralisar nada”, “O país vai quebrar”, “Usar máscara pra quê? E por quê?”, “Isolamento social é burrice!”, “Distanciamento social é frescura!”. E milhares de pessoas morrendo. Os hospitais colapsados e, tal estado de coisa terminou por ensejar, em mim, alguns desabafos aos quais atribuí foros de poesias. O mundo, na esteira de tudo isso, parece que endoideceu. Policiais matando negros que ensejou protestos globalizados. Pantanal, no Mato Grosso, se acabando em fogo — segundo alguns criminosamente iniciados. Amazônia em chamas novamente — fogo também criminoso. Florestas derrubadas “às mãos cheias” — “aproveita a pandemia pra fazer a boiada passar!”. Nações indígenas, não bastasse a contaminação por mercúrio e outras doenças levadas pelo “homem branco”, morrendo de Covid. Tudo isso rendeu, alguns escritos, alguns registros (históricos) que, sinceramente, não gostaria de tê-los feito. Nem tudo está perdido, porém, em meio à denúncia, em meio a tanta coisa ruim, minha alma poeta (perdoem a pretensão) conseguiu escrever algumas coisas boas, suaves e elevantes.
Sinfonia de vida
R$45,00
Os escritos aqui contidos surgiram durante a pandemia de Covid-19, durante a chamada “primeira onda” e na fase mais aguda daqueles difíceis momentos de mudanças bruscas, drásticas, de interação social, de relacionamentos comuns, de distanciamento, de isolamento social, de uso de máscaras, enfim, de todo ou de quase todo um estilo de vida e, assim, no meu isolamento “danei-me” a escrever sem a pretensão, contudo, de fazer um livro. Escrevia pelo diletante prazer de escrever e mais para preencher o tempo vago entre as minhas leituras e o ateliê de pintura, dois dos meus “robies”. Em meio à denúncia, em meio a tanta coisa ruim, minha alma poeta (perdoem a pretensão) conseguiu escrever algumas coisas boas, suaves e elevantes. Boa leitura.


