O amor é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo em que é a origem do mundo, carrega em si o germe da própria destruição. Nesta obra de estreia, Marcela Tavares mergulha nas complexidades do afeto com a coragem de quem sabe que amar é a maior loucura que se pode cometer. Através de versos viscerais e haicais que capturam desde a paixão avassaladora até a melancolia da “fossa”, a autora nos conduz por um labirinto de encontros fortuitos e desencontros inevitáveis. Com ilustrações de Juan Salmentón, o livro explora as “contemporaneidades” de um tempo marcado por amores líquidos e conexões que se perdem em um simples clique. Entre “corpos baldios”, amizades que servem de refúgio e o eterno retorno aos escombros para reconstruir o que um dia chamamos de lar, a poesia de Marcela é como um soluço, de choro ou de gargalhada, resultado de uma busca incessante por si mesma. Professora de Filosofia e doutora em Artes Visuais, a autora escreve por necessidade, transformando dez anos de vivências em uma cartografia sensível das formas de amar e ser amada. Prepare-se: aqui o amor sempre dá sua volta e, invariavelmente, ele morde — mas nunca assopra.
Quando o amor morde, mas não assopra
R$35,00
O amor, esse “bandido” que nos tira o sossego e bagunça a mente, é o fio condutor de Quando o amor morde, mas não assopra. Nesta coletânea, Marcela Tavares reúne dez anos de uma escrita movida pela necessidade de transformar o sentir em palavra, a dor em riso e o amor em uma prática de poesia vivida. Entre a reflexão filosófica e a entrega visceral da poesia, seus versos exploram as dores do “coração surrado”, as agruras dos encontros fortuitos e a força das amizades que servem de refúgio.


